Subscrições zombie: o que são e como cortá-las
26 de fevereiro de 2026
Tens uma subscrição zombie e provavelmente nem sabes. Uma subscrição zombie é um serviço que pagas todos os meses mas que não usas — continua a debitar na tua conta em piloto automático, silenciosamente, como um morto-vivo que se recusa a desaparecer. O ginásio que abandonaste em fevereiro. O streaming que não abres há dois meses. A app premium cujo trial acabou e tu nunca cancelaste.
Os números são brutais: o português médio tem 2,4 subscrições que não usa. São cerca de €18/mês a ir para o lixo — ou €216/ano. Dinheiro que literalmente desaparece da tua conta sem que vejas, uses ou penses nele.
As subscrições zombie mais comuns em Portugal
Se te revês em pelo menos uma destas, não estás sozinho. Estas são as subscrições zombie mais frequentes entre os portugueses:
- Ginásio — Inscreveste-te em janeiro, cheio de motivação de ano novo. Foste 3 vezes. A mensalidade de €29,90 continua a sair religiosamente todos os meses. O ginásio conta com isto — sabem que não vais cancelar.
- 2.º ou 3.º serviço de streaming — Netflix + Disney+ + HBO Max. Vês mesmo os três? A sério? A maioria das pessoas usa ativamente um, vê algo de vez em quando no segundo e esqueceu que tem o terceiro.
- Apps premium esquecidas — Headspace, Strava, Notion Pro, Calm, Duolingo Plus. Instalaste, usaste durante o trial gratuito, e quando o trial acabou... o débito começou. E tu nunca mais abriste a app.
- Cloud storage extra — Estás a pagar €2,99/mês pelo iCloud 200GB quando usas 5GB. Ou tens Google One porque uma vez precisaste de espaço e nunca mais cancelaste. São €36/ano por ar.
- Plano de telecoms sobredimensionado — Pagas por 500Mbps de internet quando 100Mbps chegava perfeitamente. Tens 200 canais de TV e vês 5. O pacote "completo" custa-te mais €10-15/mês do que precisas.
💡 Regra rápida: Se não usaste um serviço na última semana, e ele não é sazonal (tipo seguro ou SCUT), é provavelmente uma subscrição zombie.
Como identificar as tuas subscrições zombie
Não precisas de uma app nem de uma folha de cálculo. São 3 passos e demoras menos de 10 minutos:
- Abre o extrato bancário dos últimos 3 meses. Vai ao homebanking ou à app do teu banco. Não vale fazer de cabeça — precisas de ver os débitos reais. Três meses é o mínimo porque algumas subscrições são trimestrais.
- Marca tudo o que é débito recorrente. Qualquer coisa que aparece todos os meses (ou todos os trimestres) com o mesmo valor: telecoms, streamings, ginásio, apps, cloud, delivery, seguros. Faz uma lista.
- Para cada um pergunta: "Usei isto na última semana?" Se a resposta for "não" e não for algo sazonal ou essencial (como um seguro), tens um zombie nas mãos. Marca-o a vermelho.
💡 Dica: Procura também débitos pequenos que ignoras — €2,99 do iCloud, €1,99 de uma app qualquer. Sozinhos parecem nada, mas juntos somam-se rapidamente.
Quanto poupas se cortares
Aqui está o impacto real de cortar as subscrições zombie mais comuns. Estes são valores típicos em Portugal:
| Subscrição zombie | Custo/mês | Poupança/ano |
|---|---|---|
| Ginásio não usado | €29,90 | €359 |
| Streaming extra | €8,99 | €108 |
| App premium esquecida | €12,99 | €156 |
| Cloud storage desnecessário | €2,99 | €36 |
| Total potencial | ~€55 | €659 |
Claro, nem toda a gente tem todas estas. Mas mesmo cortando apenas uma ou duas, o impacto é real. O cenário mais comum — ginásio + streaming extra — já te devolve €467/ano. São umas férias curtas. Ou 2 meses de supermercado para uma pessoa.
💡 O mínimo dos mínimos: O português médio com 2,4 subscrições zombie poupa pelo menos €216/ano (€18/mês) ao cortá-las. Sem mudar hábitos, sem sacrifício — porque não estavas a usar de qualquer forma.
A psicologia por trás: porque não cancelas
Se é tão óbvio, porque é que não cancelas? Não é preguiça (quer dizer, também é). Há razões psicológicas reais que te mantêm a pagar por coisas que não usas:
- Sunk cost fallacy ("já paguei o mês") — Pensas "já paguei este mês, mais vale usar." Mas não usas. E no mês seguinte, repetes o raciocínio. O dinheiro que já gastaste não volta — o que interessa é o que vais gastar a partir de agora.
- Optimism bias ("vou usar para a semana") — Acreditas genuinamente que vais voltar ao ginásio, que vais ver aquela série na Disney+, que vais retomar a meditação no Headspace. Para a semana. Há 4 meses.
- Inércia pura — Cancelar dá trabalho. Tens de encontrar o email, descobrir como se cancela, às vezes ligar para um call center. A empresa sabe disto — quanto mais difícil for cancelar, mais tempo pagas sem usar.
- Medo de perder dados ou progresso — "E se cancelo o Strava e perco os meus treinos?" "E se cancelo o iCloud e perco as fotos?" Na maioria dos casos, os dados ficam acessíveis no plano grátis. Mas o medo mantém-te a pagar.
As empresas de subscrição conhecem todos estes mecanismos. Os processos de cancelamento complicados não são um bug — são uma feature. Contam com a tua inércia.
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